quinta-feira, 21 de junho de 2012

Entrevista na rádio 9 de Julho no programa "Nos passos de Paulo"

No dia 28 de maio de 2012 a Irmã Maria Fabiana, missionária do nosso Instituto, foi entrevistada no programa “Nos passos de Paulo” da rádio “9 de Julho”. Muito bem acolhida pelas Irmãs Paulinas, contou um pouquinho da história do nosso Instituto e cantou, mostrando o amor pela sua vocação.
Também foram sorteados o livro "30 dias com o Sagrado Coração de Jesus" e dois chaveiros para ouvintes.
Abaixo, uma síntese do que foi ao ar, além do link para você poder ouvir, na íntegra, a entrevista e também algumas fotos.
Agradecemos a Irmã Rosa, Irmã Rosinha e Irmã Edicleia pela calorosa acolhida e desejamos que Jesus continue abençoando esse programa que evangeliza através das ondas do rádio.



O Instituto nasceu em Roma em 1886. As fundadoras, Madre Rosa Rosato e Madre Rosa D’Ovidio, com riqueza de dons e diversidade pessoais, propõem e sintetizam o carisma, que é o de “Viver o seguimento do Coração de Cristo, à luz do Coração de Maria, ao serviço dos irmãos pobres e sofredores”.


É nos Sagrados Corações que se encontra o elemento fundamental do carisma. A teologia do Coração de Jesus, á qual fazemos referência, se evidencia na expressão do próprio Cristo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração”. E é na contemplação desse Coração manso e Humilde que a Irmã aprende a ser mais parecida com ELE.
O Coração de Cristo é o lugar do amor de Deus: Fazer a experiência do amor, para poder irradiar alegria, serenidade em todas as circunstâncias da vida.
Lugar de obediência ao Pai: A Irmã aprende o que significa ser pessoa inteiramente consagrada a Deus e ser pessoas plenamente disponíveis nas mãos do Pai.
Lugar da Comunhão: É acolher o convite de Jesus “Vinde a mim vós todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Nesse santuário (Coração de Jesus) a missionária encontra a unidade e comunhão como irmãs.
Lugar da reparação: No Coração transpassado de Cristo, a Missionária dos Sagrados Corações, compreende o mistério do perdão. E que a Reparação, não consiste somente em obras de penitência pessoais, mas no desenvolvimento da vida de fé e na entrega de si mesmo a Deus, para que Ele seja o centro das próprias aspirações.
As Fontes pelas quais se alimentam e se sentem chamadas a imitar Jesus e Maria é a Eucaristia e o Santo Evangelho.
A característica do seguimento de Cristo das Missionárias dos Sagrados Corações IMSCJM é um profundo e extraordinário amor a Eucaristia, como centro da própria vida diária. E seu estilo de vida é acolhimento, amabilidade, misericórdia, perdão, imolação.
Os Corações de Jesus e Maria se tornam para nós irmãs a fornalha ardente onde se forma se consagra e trabalha cada missionária, para tornar-se apóstola da sua mensagem de salvação.
Maria se apresenta como Aquela que vive plenamente a sua consagração total a Deus. Portanto, a Missionária dos Sagrados corações, olhando o exemplo de Maria, assimila as características do seu Coração: sábio, dócil, novo, manso, simples, puro, forte, vigilante... e encontra sempre em Maria a força, o entusiasmo, a medida para acolher a salvação e para testemunhar a própria pertença a Deus.


O Instituto procura viver o Carisma de maneira concreta, no cuidado com crianças pobres, idosos, doentes; assistência nas várias pastorais e movimentos nas paróquias; Abertas ao que Deus pede cada dia nos dispomos ao trabalho missionário nas paróquias e lugares onde somos chamadas.
As Irmãs estão presentes no Brasil, desde 1963. Em agosto faremos a abertura do ano Jubilar, (50 anos de presença no Brasil). Presentes também desde 1989 na Coréia; em 2000 na Tanzânia e 2005 na Guatemala.


Irmã M. Fabiana, Irmã Rosa, Irmã Edicleia e Irmã Rosinha sentada

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Espiritualidade do Coração de Jesus




Culto, devoção, espiritualidade
Quando se fala do Coração de Jesus, frequentemente encontramos os termos culto, devoção e espiritualidade. Não são sinônimos, é importante, portanto, compreender com precisão o significado de tais termos. Andrea Tessarolo, em seu livro “Theologia Cordis”[1] apresenta explicações que nos ajudam a clarear os significados. Culto, segundo o autor, do latim colere = cultivar, honrar, quer dizer reconhecer a dignidade, a importância, o valor que há efetivamente uma coisa, uma pessoa.  O culto ao Sagrado Coração quer dizer que os atos de culto devem ser fonte de contemplação do Mistério de Cristo, e como conseqüência, fazer parte da própria vida, “deve haver coerência entre culto e vida” (Tessarolo A., pág. 26), como ensina a encíclica do papa Pio XII, sobre o culto ao Coração de Jesus, a Haurietis Aquas, de 1956: “ é o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, juntamente com a prática do nosso amor para com Deus e para com os homens” (n. 59). 

Já a palavra devoção, no sentido original do latim, devotio, retoma o termo votum, e significa a dedicação pessoal a uma pessoa. A devoção é ligada a muitas práticas, a pessoa se sente ligada afetivamente a um santo ou a um mistério da fé. O devoto do Sagrado Coração procura honrá-lo com orações próprias, pratica a comunhão ou a adoração “reparadora”, recita o ato de consagração e outras (Tessarolo, pág 27). Aqui é colocada a exigência da atenção de não permanecer nas práticas devocionais que arriscam ofuscar a centralidade da pessoa de Cristo. A verdadeira devoção coloca em primeiro lugar a Fonte do Mistério, e tem como ponto focal a fé, a esperança e a caridade. Todos os exercícios espirituais devem orientar-se a tal fim e não serem desligados da vida litúrgica eclesial e dos aspectos doutrinais, para não cair no perigo do sentimentalismo intimístico. 

“A espiritualidade, por outro lado, propõe um caminho em busca de Deus. É sentir-se tocado por Deus no íntimo de nós mesmos, de modo que inspire um certo estilo de vida”. (cf. Tessarolo, pág. 27). Indica um valor fundamental, ou um conjunto de valores importantes que alimentam e juntos, exigem determinadas atitudes espirituais da pessoa, caracterizando toda a sua vida espiritual e apostólica. Assim, em uma breve síntese, a espiritualidade do Coração de Cristo tem o seu centro e fundamento na pessoa de Cristo, filho de Deus feito homem e salvador. Mas é contemplado sobretudo no seu amor pelo Pai: “Para que o mundo saiba que eu amo o Pai” (Jo 14,31) e por nós, “Nos amou e deu a si mesmo por nós” (Ef 5,2.25). “ O movimento espiritual deve levar à unidade interior, a qual se obtém mediante uma adesão à realidade espiritual contida no Mistério da Salvação. É o Espírito de Deus, interior a todas as coisas, que nos une ao Mistério mediante uma interiorização. O Coração de Cristo, ou seja, a cena do lado transpassado, é eminentemente apto a suscitar e a induzir a este movimento de interiorização: o Coração de Cristo, de fato foi aberto pela lança, e o Senhor nos convida a ir até Ele: “Vinde a mim, vós todos, que estais cansados e oprimidos, e descanso vos darei. Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,28-29)[2]. 


O Coração de Cristo... 
Mas, o que significa coração? Em que sentido se refere à pessoa de Cristo e ao seu mistério? A palavra coração expressa a essência misteriosa do ser humano e indica aquela estância dinâmica da pessoa que ama, sente emoções e age, tornando visíveis e concretos os seus atos de bondade e de amor, ou vice-versa, de rancor e ódio. Enfim, é o símbolo da afetividade, e porque o amor é o motor fundamental de toda energia afetiva, o coração é comumente considerado símbolo do amor. Em linguagem bíblica, o coração é o “santuário interior”, o lugar do encontro do homem com Deus, é o espaço interior onde o homem acolhe a presença divina com a totalidade do seu ser. Referir-se ao coração de alguém, portanto, equivale a referir-se ao seu centro mais íntimo e escondido, à profundidade do seu ser, do qual nascem as decisões e escolhas de vida. 

Falar do Coração de Jesus, então, quer dizer referir-se ao centro vital de sua pessoa humano-divina, ao núcleo do seu ser, à “sede” dos seus sentimentos que é o princípio determinante e unificador de todas as suas atitudes para conosco. O ensinamento da Haurietis Aquas é claro quando considera que o mistério da Aliança e a história da salvação se revela como mistério do amor divino. E esta história de amor encontra o seu ápice na manifestação do sentimento do Coração de Cristo: “Deus amou tanto o mundo, que deu seu próprio Filho”. Todas as manifestações do Pai são manifestações do amor do Filho encarnado, e, portanto, do seu coração. Assim a encíclica elenca a manifestação do amor de Deus na Antiga aliança, enumera as manifestações mais evidentes do amor de Jesus na sua vida terrena. “O coração do Verbo encarnado é considerado índice e símbolo do tríplice amor com que o divino Redentor ama continuamente o Eterno Pai e todos os homens. Ele é, antes de tudo, símbolo do divino amor, que nele é comum com o Pai e com o Espírito Santo, e que só nele, como Verbo encarnado, se manifesta por meio do caduco e frágil instrumento humano, "pois nele habita corporalmente a plenitude da divindade" (Cl 2,9). Ademais, o coração de Cristo é símbolo de enérgica caridade, que, infundida em sua alma, constitui o precioso dote da sua vontade humana, e cujos atos são dirigidos e iluminados por uma dupla e perfeita ciência, a beatífica e a infusa. (Haurietis Aquas, n. 27) 

A espiritualidade do Coração de Jesus nos compromete 
A espiritualidade do Coração de Cristo, portanto, não está centrada somente em um conjunto de práticas devocionais, mas em uma espiritualidade rica e exigente, centrada em Cristo, o Salvador do Coração transpassado. A humanidade contempla no seu Coração o modelo do homem novo, construtror da civilização do amor, do homem que vive a aventura interior de deixar-se permear e transformar pelo seu Espírito, tornando-se discípulos e apóstolos do amor, nas pegadas do seu Senhor. Cada fiel, a comunidade e toda a Igreja, tornam-se, assim, testemunhas “do Amor que se expressa em uma nova fantasia da caridade, para com quem sofre, para com o mundo ferido e escravo pelo ódio” (Documento Partir de Cristo, n. 4). Trata-se, portanto, de fazer próprios os sentimentos do Coração de Cristo e partícipes da obra da Redenção segundo a vocação na qual cada um foi chamado. Nesse sentido, as práticas devocionais preenchem-se de significado e valores em busca do Reino, a espiritualidade reparadora torna-se evangelizadora, missionária, no sentido de "reparar", trazer de volta quem está perdido, cansado, desanimado, desviado do caminho, conduzindo-o à verdadeira fonte. A espiritualidade de quem ama o Coração de Cristo está disposta a comprometer-se em transformar o mundo, em busca da justiça, do amor e da paz.

[1] TESSAROLO A., Theologia Cordis. Apontamentos sobre a Teologia do Coração de Jesus. EDUSC, Bauru, 2000.
[2] BERNARD,C.A., La Spiritualità del Cuore di Cristo. Paoline, Milano 1989, p. 22



Ir. Lorena Belinovski

segunda-feira, 14 de maio de 2012


MADRE ROSA ROSATO 
  
Madre Rosa Rosato (Co-fundadora)
(1857-1940)
Madre Rosa Rosato de Santa Teresa foi reconhecida pela Igreja como Fundadora juntamente com a Madre Rosa D’Ovidio. As duas Madres, no início, juntas  zelaram pela consagração e amor reparador aos Sagrados Corações e pela caridade para com os enfermos pobres mais necessitados. A seguir, apresentamos uma breve biografia de Rosa Rosato, por ocasião da conclusão de sua missão terrena: 14 de maio de 1940. 

Em agosto de 1886, sob a guia do Cardeal Lúcido Maria Parocchi, Rosa Rosato, vinda de Lanciano (Itália), proveniente de uma  Pia União, deu início, em Roma, à nova família religiosa das Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, trabalhando assiduamente como Superiora. Mais tarde, Rosa D’Ovidio, também vinda de Lanciano, começou a fazer parte  da comunidade em Roma, e sendo enviada à Pola, (atual Croácia) deu grande vitalidade e impulso à nascente congregação, sendo considerada pela Igreja co-fundadora.

Rosa Rosato foi eleita superiora geral, em 1911, sendo esse o primeiro Capítulo Geral da congregação. Realizou o seu encargo com coragem e fortaleza, sempre sustentada pela oração e pela confiança em Deus. Nos períodos difíceis, mas também nos bons momentos, guiou o Instituto com a sabedoria adquirida do Tabernáculo e sem poupar forças.Os superiores eclesiásticos, reconheceram nela a retidão e boa vontade, mesmo não possuindo grandes estudos. O Vigário Geral da cidade de Pola, em uma carta, comunicava ao Vicariato de Roma  que “Ir. Rosa é notável por ser piedosa, honesta e prudente”.

Não conhecemos muito sua vida no período posterior, sabemos que continuou a assistir os enfermos em domicílio e a ensinar o catecismo às crianças e aos adolescentes nas paróquias vizinhas. As irmãs a consideraram sempre como “madre”, mesmo depois de vencido seu mandato. Mas ela continuava a viver no seu anonimato, dedicando-se sem parar às várias obras de caridade e na realização do seu ideal apostólico.  

A sua imagem lembra os grandes contemplativos: sempre presente à adoração eucarística com o terço na mão e com o olhar no Crucifixo, do qual contemplava a Paixão, associando-se aos sentimentos de Maria, que venerava sob o título de Nossa Senhora das Dores.

Madre Rosa D'Ovidio
  (co-fundadora) 
Ela representa, portanto, o componente contemplativo do Instituto, juntamente com a co-fundadora, Madre Rosa D’Ovidio, que, por sua incansável dedicação nas obras de apostolado, representa o aspecto ativo.

Rosa Rosato estava sempre pronta a ajudar as irmãs nas diversas incumbências e as sustentava na realização das tarefas quotidianas. Além disso, para o exemplo de todas, a boa Madre anciã, quando não estava na capela, voluntariamente ajudava as Irmãs jovens na lavanderia, e, segundo o uso da época e as necessidades da comunidade,  aceitava de velar algum defunto  o dia todo.

Nos últimos anos, sentindo-se enfraquecida, aplicou o tempo à oração e à confecção de terços para o hábito e para distribuir às pessoas. A sua morte foi de edificação à todas. Recebendo o Santo Viático, renovou a Santa Profissão religiosa, pediu perdão a todas as co-irmãs e ofereceu com coração generoso os seu perdão a todas.

A nossa Madre, que amava muito Nossa Senhora e as flores, morreu no belo mês de maio, dedicado à Maria Santíssima, no dia 14 de maio de 1940, com a idade de 83 anos, dos quais 55 na vida religiosa.

Destacam-se na Madre Rosa Rosato, além de suas virtudes, o conjunto das circunstâncias fundacionais: evidente testemunho de vida, capacidade formativa exemplar, profunda espiritualidade e constante empenho nas obras específicas do Instituto.

Nasceu em Lanciano (CH) – 27 de julho de 1857
Faleceu em Roma, Via dei Pettinari – 14 de maio 1940

Fonte: cf. SCARVAGLIERI Giuseppe, Suore Missionarie de Sacri Cuori di Gesú e Maria. Genesi e sviluppo. Ed. San Paolo, Cinisello Balsamo, 2010. 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Coração de Maria


Maria, nossa Mãe e modelo...

O mês de maio é especial porque é dedicado à Nossa Senhora. Nós, Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações a honramos de maneira particular, porque o Coração Imaculado de Maria é nosso modelo no seguimento de Jesus, a serviço dos irmãos. As Linhas Fundamentais do nosso Carisma assim apresentam Maria:

“A  Missionária dos Sagrados corações, olhando o exemplo de Maria...
Assimila as características do seu Coração: sábio, dócil, novo, manso, simples, puro, forte, vigilante...
Maria se apresenta como Aquela que vive plenamente a sua consagração total a Deus, modelo de toda pessoa consagrada; as missionárias dos Sagrados Corações encontram sempre em Maria a força, o entusiasmo, a medida para acolher a salvação e para testemunhar a própria pertença a Deus.

O Coração de Maria...
  • Na Anunciação é exemplo da nossa resposta a Deus.
  • Na Visitação é exemplo para o nosso compromisso da caridade.
  • No cântico do Magnificat é o protótipo da nossa oração e louvor a Deus.
  • No Calvário é a inspiradora da nossa oblação.
  • No Cenáculo é o tipo e estímulo para o nosso compromisso eclecial.


No Coração da Mãe, atenta e desejosa de realizar a vontade de Deus, nós missionárias dos Sagrados Corações, aprendemos a ser totalmente do Senhor e tornarmo-nos apóstolas do amor.

Seguindo o exemplo de Maria, somos convidadas a viver como distintivo da própria espiritualidade a exigência da fé, a perspectiva da esperança, a doação na caridade, o compromisso em todas as virtudes cristãs e religiosas que se fundamentam  no sacrifício, expressão do grande amor que deve caracterizar a nossa vida. 

Fonte: cf. Linhas Fundamentais do nosso Carisma, pág. 30-32.

domingo, 8 de abril de 2012

Jesus, nossa Luz, ressuscitou!

  “Ele não está aqui. Ressuscitou, como havia dito” (Mt 28,6)

"Na Páscoa, ao amanhecer do primeiro dia da semana, Deus disse novamente: «Faça-se a luz!». Antes tinham vindo a noite do Monte das Oliveiras, o eclipse solar da paixão e morte de Jesus, a noite do sepulcro. Mas, agora, é de novo o primeiro dia; a criação recomeça inteiramente nova. «Faça-se a luz!»:     disse Deus. «E a luz foi feita». Jesus ressuscita do sepulcro. A vida é mais forte que a morte. O bem é mais forte que o mal. O amor é mais forte que o ódio. A verdade é mais forte que a mentira. A escuridão dos dias anteriores dissipou-se no momento em que Jesus ressuscita do sepulcro e Se torna, Ele mesmo, pura luz de Deus. Isto, porém, não se refere somente a Ele, nem se refere apenas à escuridão daqueles dias. Com a ressurreição de Jesus, a própria luz é novamente criada. Ele atrai-nos a todos, levando-nos atrás de Si para a nova vida da ressurreição e vence toda a forma de escuridão. Ele é o novo dia de Deus, que vale para todos nós”.

(Homilia do Papa Bento XVI, Vigília Pascal na Noite Santa)


sábado, 24 de março de 2012

Celebração - Iniciação à vida religiosa


"Completai em mim Senhor, a obra começada!"  (Sl 137, 8)

    
No dia 17 de março de 2012, às 18:00h com muita alegria nos reunimos para celebrar e agradecer ao Senhor pelo ingresso na nova etapa de formação das jovens Andréia, Vânia e Renata. Agradeçamos aos Sagrados Corações pelo dom da vocação, semente que o Senhor depositou em seus corações. Com o ingresso ao noviciado, no Instituto das Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações de Jesus e Maria elas dão início formação mais intensa à Vida Religiosa.E como Igreja, nos unimos num só coração para que este gesto se transforme em experiência de vida, de amor e doação, comprometidas pela causa do Reino.

 No Coração divino de Jesus, as religiosas descobrem sobretudo a fonte da própria identidade como mulheres discípulas do Filho de Deus, consagrado ao Pai para o bem da humanidade. No período do noviciado, as jovens, preparam-se para empenhar-se publicamente na Igreja, mediante a profissão dos conselhos evangélicos, para serem louvor da Trindade.


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quarta-feira, 7 de março de 2012

Vocação da Consagração: uma beleza a ser explorada...



            
A beleza da nossa vocação de consagração requer que aprofundemos sempre mais o nosso caminho de interioridade e comunhão com Deus, para conseguirmos ascender, pela contemplação da beleza do nosso carisma aquela Beleza que é Deus próprio (cf. Sl 27,4). É uma busca para descobrirmos em nós as sementeiras da beleza divina, aquela beleza que Deus inscreveu em nosso ser desde a eternidade e, assim, fascinadas, transmiti-la a nossos irmãos, de tal modo que todos reconheçam terem sido plasmados à imagem e semelhança do Pai, “Beleza infinita”, como disse Santo Agostinho.

           O vocábulo hebraico que traduz a palavra “belo” é “tob”, que também significa “bom”. Assim é belo o que é bom. Indica também o trabalho de um escultor, capaz de extrair, trazer para fora, uma bela estátua de um tronco informe e bruto de madeira. Aquela obra-prima é “tob”, algo que provém do tronco, mas ao mesmo tempo dele se distancia, é algo profundamente diferente, é uma obra de arte!


              “Deus viu o que havia feito, e viu que era muito bom” (Gn 1,31), foi ao criar o homem que a criação de boa passou a ser muito boa. A expressão bíblica não é um simples juízo estético sobre a criatura humana, é muito mais, é um imperativo: Adão deve ser muito belo, deve chegar ao cume de tal beleza. É um caminho gradual para sermos muito bons (ou boas), sermos belos (belas), a ponto de alcançarmos a total parecença com Deus. Nas fibras de cada pessoa está inscrito o chamado a fazer da própria vida uma obra-prima, uma imagem conforme aquela querida por Deus, como que retirando tudo que entulha essa beleza divina que já trazemos em nós.
  

             Temos consciência de que a beleza, a qual somos chamadas a testemunhar, como consagradas, deve ser, antes de tudo, acolhida na contemplação da única Beleza que é o Cristo, Ele que restitui a beleza primitiva perdida pelo pecado na história humana. Dostoievski nos ajuda a contemplar a beleza de Cristo: “No mundo existe somente uma figura absolutamente bela: é Cristo! A manifestação desta figura infinitamente, incomparavelmente bela, é certamente um milagre sem par: a Encarnação é a manifestação da beleza. Os discípulos reconheceram como divina esta carne radiosa, deram testemunho nos mais cruéis suplícios a felicidade de levar em si mesmos esta carne, de imitar a perfeição desta figura e de acreditar no Cristo Encarnado. É pelo mérito deles que a terra foi santificada”.


Somos chamados a irradiar a Beleza de Cristo em qualquer lugar onde estivermos, em continuidade com a missão dada aos Apóstolos. 
Ir.   Lorena Belinovski