quinta-feira, 12 de julho de 2012

13 de julho de 2012 – 18 anos da morte de Irmã Casilda Di Filippi de S. José

Nasceu em Castel di Sangro no dia 27 de novembro de 1919, entrou na Vida Religiosa no dia 13 de março de 1938 aos 19 anos de idade.
As etapas da sua atividade foram: em Atessa, como cozinheira na creche;
Em Chieti no seminário a serviço dos vocacionados ao sacerdócio;
Em Mazzagrogna, na Escola Maternal; em Pescara, na clínica entre os doentes.
Em 1963 foi habitar na Casa Generalícia no Trullo para preparar-se para a missão e no dia 23 de dezembro chegou ao Brasil. Neste mesmo ano prestou serviço no seminário dos Padres Escalabrinianos, em São Paulo. Ali trabalhou por 4 anos como responsável da lavanderia.
No dia 7 de julho de 1969 foi transferida para Osvaldo Cruz no Lar São Vicente de Paulo. Foi superiora da comunidade das Irmãs e responsável pelo Lar dos idosos até 1993. Durante todos esses anos, não mediu esforços trabalhando humildemente em favor dos menos favorecidos.
 Depois de ter deixado o cargo de Superiora continuou assiduamente na mesma dedicação, vivendo ainda mais intensamente sua consagração a Deus no total desapego de si mesma.
Durante a sua vida demonstrou grande amor e dedicação ao Instituto, vivendo na simplicidade e na humildade a sua doação a Deus, demonstrando seu amor pelos Sagrados Corações através do Serviço aos mais necessitados.
Irmã Casilda tinha um “coração de mãe”, acolhia a todos com ternura no olhar, era pronta para perdoar, silenciosa e forte na fé. Em sua oração pessoal escrevia: “Ajuda-me Jesus a crescer cada vez mais na vida de santidade para a tua Glória! Aceita também o meu pranto de reparação pelas minhas falhas e na tua Bondade Infinita enriqueça-me com a tua Misericórdia. Abençoa o amado Instituto dos Sagrados Corações e esta missão”.
Quanto á sua saúde demonstrou nos dois últimos anos um pouco abalada, atacada por uma forte tosse e sofria desgastes nos joelhos, mas isso não lhes causava desânimo, ao contrário, continuava trabalhando sempre alegre.
No último ano o que mais lhe afadigava era um sono incansável que sentia, e não conseguia dominar, mas não sentia dor alguma. Foi ao médico, fez o Eletrocardiograma, mas o exame não constou anormalidade. A respeito da tosse.segundo o diagnóstico, constatou problema pulmonar. Começou o tratamento adequado demonstrando boa melhora. Após o retrocesso de uma forte gripe, mesmo com assistência médica em casa, precisou ser levada á santa Casa da cidade, na qual ficou internada por três dias.
Para Irmã Casilda não faltou a assistência das Irmãs presentes, tanto em casa como no Hospital. Sendo também fortalecida pelo  Sacramento da Eucaristia levada diariamente pelas Irmãs e sacerdote. Durante sua enfermidade, demonstrava-se muito serena, a qual os próprios médicos se admiravam de sua fortaleza, pois ela não se queixava de nada, sempre com o sorriso nos lábios a quem se aproximava dela, confortando com as palavras: “estou bem”. No seu último instante, se encontrava em companhia da noviça, Irmã Inez.
No dia 13 de julho de 1994 ás 14:30, aos 75 anos de idade, dos quais 56 de Vida Religiosa, a Irmã Casilda adormeceu em Cristo, mas deixou no coração de cada uma das Irmãs, o seu exemplo de amor, fidelidade, humildade, docilidade, simplicidade.
Mulher de fé, serena, amável e silenciosa, da qual jamais vamos esquecer.
Conservamos entre nós, uma lembrança boa desta Irmã, que, pelos cuidados e carinhos que tinha, foi para todas nós, uma verdadeira mãe. O Exemplo de sua vida permanece para todos os que a conheceram. Como também permanece uma grande saudade.


Dai-lhe Senhor o Eterno repouso, e a Luz perpétua a iluminem. Descanse em Paz. Amém!

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Renovação dos Santos Votos

No mês de Junho a Igreja celebra o mês do Sagrado Coração de Jesus. E para nós, Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações, esse, é o mês mais significativo.
Todos os anos na Solenidade do Coração de Jesus, as Irmãs Professas Renovam os votos de Castidade, Pobreza e Obediência.
No Compromisso do seguimento de Cristo, os votos são respostas a um dom recebido de Deus para fazer oferta de si mesmo a Cristo na liberdade para conformar-se a Ele, a participar mais intimamente de sua missão.
Essa Renovação, que chamamos de Renovação devocional, tem o seu próprio rito conforme o Diretório do nosso Instituto. Ele acontece dentro da Celebração da Santa Missa, precisamente antes do Ofertório. É um rito simples, rápido, mas que carrega um significado profundo para cada uma das Irmãs. Pois nessa grande solenidade celebrada por toda a Igreja, nós dizemos publicamente que queremos permanecer Consagradas a Esse Amor, que nos amou por primeiro.  
E é nesse Coração - fornalha ardente que cada missionária, se forma se consagra e trabalha para tornar-se apóstola da sua mensagem de salvação.



quarta-feira, 4 de julho de 2012

Encontro Vocacional

Nos dias 8,9 e 10 de Junho 2012, aconteceu mais um Encontro Vocacional no nosso Instituto. Este foi o segundo do ano e realizou-se em Teixeira Soares PR. Participaram 10 jovens de Irati, Teixeira Soares, Ponta Grossa, Osvaldo Cruz, Junqueirópolis e São Paulo.
O tema principal que foi trabalhado foi: A QUE SOU CHAMADA?

Abaixo os alguns testemunhos das participantes do encotro:
"Um verdadeiro encontro com Deus. Tudo que passei ali valeu a pena, cada palavra, cada companhia, cada sorriso, cada lágrima, cada silêncio. Uma experiência única e maravilhosa."

"Foi um encontro muito aprofundado!!! Cada momento era sagrado!As palestras, os momentos em especial que entramos em contato íntimo com DEUS como o momento do deserto, as descontrações.Vale e muito fazer uma experiência, um encontro!não tenham receio de fazer uma experiência!ESTAR COM DEUS É SENTIR-SE NOS BRAÇOS DELE!!"

"O retiro foi para mim, uma experiência concreta da voz e da Vontade de Deus para minha vida, pude perceber nos mínimos detalhes o cuidado de Jesus para com meu coração receoso. ELE me ouviu, mas também falou, entre muitas coisas o que ficou mais forte foi a passagem que diz: “ Não foste vós que me escolhestes, mas Eu escolhi a vós”. Tive também uma experiência inesquecível com Nossa Senhora Rosa Mística. Vale a pena se aventurar por esse caminho! Como São Francisco diz: “Jesus é um abismo, então salte” Eu desejo pular sem pára quedas."

"Um encontro pessoal com Jesus! Onde tive a oportunidade de colocar o meu coração, meus sonhos e minha vida dentro do coração Dele e nas mãos de Nossa Senhora! Senti a presença muito doce e carinhosa de Maria a todos os instantes, me senti uma filha muito querida e confiada por Deus e Nossa Senhora! Uma experiencia de amor, carinho e muita fé!"

Houveram vários momentos: reflexões, dinâmicas, partilhas, Adoração, Momento Mariano, brincadeiras, entre outras coisas.



A você jovem que sentir vontade de dar essa possibilidade a você mesma de parar um pouco e refletir sobre tua vida e o Infinito amor de Deus por você, saiba que nosso Instituto oferece essa oportunidade. Venha nos conhecer e saberá como participar desses encontros.




quinta-feira, 21 de junho de 2012

Entrevista na rádio 9 de Julho no programa "Nos passos de Paulo"

No dia 28 de maio de 2012 a Irmã Maria Fabiana, missionária do nosso Instituto, foi entrevistada no programa “Nos passos de Paulo” da rádio “9 de Julho”. Muito bem acolhida pelas Irmãs Paulinas, contou um pouquinho da história do nosso Instituto e cantou, mostrando o amor pela sua vocação.
Também foram sorteados o livro "30 dias com o Sagrado Coração de Jesus" e dois chaveiros para ouvintes.
Abaixo, uma síntese do que foi ao ar, além do link para você poder ouvir, na íntegra, a entrevista e também algumas fotos.
Agradecemos a Irmã Rosa, Irmã Rosinha e Irmã Edicleia pela calorosa acolhida e desejamos que Jesus continue abençoando esse programa que evangeliza através das ondas do rádio.



O Instituto nasceu em Roma em 1886. As fundadoras, Madre Rosa Rosato e Madre Rosa D’Ovidio, com riqueza de dons e diversidade pessoais, propõem e sintetizam o carisma, que é o de “Viver o seguimento do Coração de Cristo, à luz do Coração de Maria, ao serviço dos irmãos pobres e sofredores”.


É nos Sagrados Corações que se encontra o elemento fundamental do carisma. A teologia do Coração de Jesus, á qual fazemos referência, se evidencia na expressão do próprio Cristo: “Aprendei de mim que sou manso e humilde de Coração”. E é na contemplação desse Coração manso e Humilde que a Irmã aprende a ser mais parecida com ELE.
O Coração de Cristo é o lugar do amor de Deus: Fazer a experiência do amor, para poder irradiar alegria, serenidade em todas as circunstâncias da vida.
Lugar de obediência ao Pai: A Irmã aprende o que significa ser pessoa inteiramente consagrada a Deus e ser pessoas plenamente disponíveis nas mãos do Pai.
Lugar da Comunhão: É acolher o convite de Jesus “Vinde a mim vós todos que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei”. Nesse santuário (Coração de Jesus) a missionária encontra a unidade e comunhão como irmãs.
Lugar da reparação: No Coração transpassado de Cristo, a Missionária dos Sagrados Corações, compreende o mistério do perdão. E que a Reparação, não consiste somente em obras de penitência pessoais, mas no desenvolvimento da vida de fé e na entrega de si mesmo a Deus, para que Ele seja o centro das próprias aspirações.
As Fontes pelas quais se alimentam e se sentem chamadas a imitar Jesus e Maria é a Eucaristia e o Santo Evangelho.
A característica do seguimento de Cristo das Missionárias dos Sagrados Corações IMSCJM é um profundo e extraordinário amor a Eucaristia, como centro da própria vida diária. E seu estilo de vida é acolhimento, amabilidade, misericórdia, perdão, imolação.
Os Corações de Jesus e Maria se tornam para nós irmãs a fornalha ardente onde se forma se consagra e trabalha cada missionária, para tornar-se apóstola da sua mensagem de salvação.
Maria se apresenta como Aquela que vive plenamente a sua consagração total a Deus. Portanto, a Missionária dos Sagrados corações, olhando o exemplo de Maria, assimila as características do seu Coração: sábio, dócil, novo, manso, simples, puro, forte, vigilante... e encontra sempre em Maria a força, o entusiasmo, a medida para acolher a salvação e para testemunhar a própria pertença a Deus.


O Instituto procura viver o Carisma de maneira concreta, no cuidado com crianças pobres, idosos, doentes; assistência nas várias pastorais e movimentos nas paróquias; Abertas ao que Deus pede cada dia nos dispomos ao trabalho missionário nas paróquias e lugares onde somos chamadas.
As Irmãs estão presentes no Brasil, desde 1963. Em agosto faremos a abertura do ano Jubilar, (50 anos de presença no Brasil). Presentes também desde 1989 na Coréia; em 2000 na Tanzânia e 2005 na Guatemala.


Irmã M. Fabiana, Irmã Rosa, Irmã Edicleia e Irmã Rosinha sentada

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Espiritualidade do Coração de Jesus




Culto, devoção, espiritualidade
Quando se fala do Coração de Jesus, frequentemente encontramos os termos culto, devoção e espiritualidade. Não são sinônimos, é importante, portanto, compreender com precisão o significado de tais termos. Andrea Tessarolo, em seu livro “Theologia Cordis”[1] apresenta explicações que nos ajudam a clarear os significados. Culto, segundo o autor, do latim colere = cultivar, honrar, quer dizer reconhecer a dignidade, a importância, o valor que há efetivamente uma coisa, uma pessoa.  O culto ao Sagrado Coração quer dizer que os atos de culto devem ser fonte de contemplação do Mistério de Cristo, e como conseqüência, fazer parte da própria vida, “deve haver coerência entre culto e vida” (Tessarolo A., pág. 26), como ensina a encíclica do papa Pio XII, sobre o culto ao Coração de Jesus, a Haurietis Aquas, de 1956: “ é o culto do amor que Deus tem por nós em Jesus, juntamente com a prática do nosso amor para com Deus e para com os homens” (n. 59). 

Já a palavra devoção, no sentido original do latim, devotio, retoma o termo votum, e significa a dedicação pessoal a uma pessoa. A devoção é ligada a muitas práticas, a pessoa se sente ligada afetivamente a um santo ou a um mistério da fé. O devoto do Sagrado Coração procura honrá-lo com orações próprias, pratica a comunhão ou a adoração “reparadora”, recita o ato de consagração e outras (Tessarolo, pág 27). Aqui é colocada a exigência da atenção de não permanecer nas práticas devocionais que arriscam ofuscar a centralidade da pessoa de Cristo. A verdadeira devoção coloca em primeiro lugar a Fonte do Mistério, e tem como ponto focal a fé, a esperança e a caridade. Todos os exercícios espirituais devem orientar-se a tal fim e não serem desligados da vida litúrgica eclesial e dos aspectos doutrinais, para não cair no perigo do sentimentalismo intimístico. 

“A espiritualidade, por outro lado, propõe um caminho em busca de Deus. É sentir-se tocado por Deus no íntimo de nós mesmos, de modo que inspire um certo estilo de vida”. (cf. Tessarolo, pág. 27). Indica um valor fundamental, ou um conjunto de valores importantes que alimentam e juntos, exigem determinadas atitudes espirituais da pessoa, caracterizando toda a sua vida espiritual e apostólica. Assim, em uma breve síntese, a espiritualidade do Coração de Cristo tem o seu centro e fundamento na pessoa de Cristo, filho de Deus feito homem e salvador. Mas é contemplado sobretudo no seu amor pelo Pai: “Para que o mundo saiba que eu amo o Pai” (Jo 14,31) e por nós, “Nos amou e deu a si mesmo por nós” (Ef 5,2.25). “ O movimento espiritual deve levar à unidade interior, a qual se obtém mediante uma adesão à realidade espiritual contida no Mistério da Salvação. É o Espírito de Deus, interior a todas as coisas, que nos une ao Mistério mediante uma interiorização. O Coração de Cristo, ou seja, a cena do lado transpassado, é eminentemente apto a suscitar e a induzir a este movimento de interiorização: o Coração de Cristo, de fato foi aberto pela lança, e o Senhor nos convida a ir até Ele: “Vinde a mim, vós todos, que estais cansados e oprimidos, e descanso vos darei. Tomai o meu jugo sobre vós e aprendei de mim que sou manso e humilde de coração” (Mt 11,28-29)[2]. 


O Coração de Cristo... 
Mas, o que significa coração? Em que sentido se refere à pessoa de Cristo e ao seu mistério? A palavra coração expressa a essência misteriosa do ser humano e indica aquela estância dinâmica da pessoa que ama, sente emoções e age, tornando visíveis e concretos os seus atos de bondade e de amor, ou vice-versa, de rancor e ódio. Enfim, é o símbolo da afetividade, e porque o amor é o motor fundamental de toda energia afetiva, o coração é comumente considerado símbolo do amor. Em linguagem bíblica, o coração é o “santuário interior”, o lugar do encontro do homem com Deus, é o espaço interior onde o homem acolhe a presença divina com a totalidade do seu ser. Referir-se ao coração de alguém, portanto, equivale a referir-se ao seu centro mais íntimo e escondido, à profundidade do seu ser, do qual nascem as decisões e escolhas de vida. 

Falar do Coração de Jesus, então, quer dizer referir-se ao centro vital de sua pessoa humano-divina, ao núcleo do seu ser, à “sede” dos seus sentimentos que é o princípio determinante e unificador de todas as suas atitudes para conosco. O ensinamento da Haurietis Aquas é claro quando considera que o mistério da Aliança e a história da salvação se revela como mistério do amor divino. E esta história de amor encontra o seu ápice na manifestação do sentimento do Coração de Cristo: “Deus amou tanto o mundo, que deu seu próprio Filho”. Todas as manifestações do Pai são manifestações do amor do Filho encarnado, e, portanto, do seu coração. Assim a encíclica elenca a manifestação do amor de Deus na Antiga aliança, enumera as manifestações mais evidentes do amor de Jesus na sua vida terrena. “O coração do Verbo encarnado é considerado índice e símbolo do tríplice amor com que o divino Redentor ama continuamente o Eterno Pai e todos os homens. Ele é, antes de tudo, símbolo do divino amor, que nele é comum com o Pai e com o Espírito Santo, e que só nele, como Verbo encarnado, se manifesta por meio do caduco e frágil instrumento humano, "pois nele habita corporalmente a plenitude da divindade" (Cl 2,9). Ademais, o coração de Cristo é símbolo de enérgica caridade, que, infundida em sua alma, constitui o precioso dote da sua vontade humana, e cujos atos são dirigidos e iluminados por uma dupla e perfeita ciência, a beatífica e a infusa. (Haurietis Aquas, n. 27) 

A espiritualidade do Coração de Jesus nos compromete 
A espiritualidade do Coração de Cristo, portanto, não está centrada somente em um conjunto de práticas devocionais, mas em uma espiritualidade rica e exigente, centrada em Cristo, o Salvador do Coração transpassado. A humanidade contempla no seu Coração o modelo do homem novo, construtror da civilização do amor, do homem que vive a aventura interior de deixar-se permear e transformar pelo seu Espírito, tornando-se discípulos e apóstolos do amor, nas pegadas do seu Senhor. Cada fiel, a comunidade e toda a Igreja, tornam-se, assim, testemunhas “do Amor que se expressa em uma nova fantasia da caridade, para com quem sofre, para com o mundo ferido e escravo pelo ódio” (Documento Partir de Cristo, n. 4). Trata-se, portanto, de fazer próprios os sentimentos do Coração de Cristo e partícipes da obra da Redenção segundo a vocação na qual cada um foi chamado. Nesse sentido, as práticas devocionais preenchem-se de significado e valores em busca do Reino, a espiritualidade reparadora torna-se evangelizadora, missionária, no sentido de "reparar", trazer de volta quem está perdido, cansado, desanimado, desviado do caminho, conduzindo-o à verdadeira fonte. A espiritualidade de quem ama o Coração de Cristo está disposta a comprometer-se em transformar o mundo, em busca da justiça, do amor e da paz.

[1] TESSAROLO A., Theologia Cordis. Apontamentos sobre a Teologia do Coração de Jesus. EDUSC, Bauru, 2000.
[2] BERNARD,C.A., La Spiritualità del Cuore di Cristo. Paoline, Milano 1989, p. 22



Ir. Lorena Belinovski

segunda-feira, 14 de maio de 2012


MADRE ROSA ROSATO 
  
Madre Rosa Rosato (Co-fundadora)
(1857-1940)
Madre Rosa Rosato de Santa Teresa foi reconhecida pela Igreja como Fundadora juntamente com a Madre Rosa D’Ovidio. As duas Madres, no início, juntas  zelaram pela consagração e amor reparador aos Sagrados Corações e pela caridade para com os enfermos pobres mais necessitados. A seguir, apresentamos uma breve biografia de Rosa Rosato, por ocasião da conclusão de sua missão terrena: 14 de maio de 1940. 

Em agosto de 1886, sob a guia do Cardeal Lúcido Maria Parocchi, Rosa Rosato, vinda de Lanciano (Itália), proveniente de uma  Pia União, deu início, em Roma, à nova família religiosa das Irmãs dos Sagrados Corações de Jesus e Maria, trabalhando assiduamente como Superiora. Mais tarde, Rosa D’Ovidio, também vinda de Lanciano, começou a fazer parte  da comunidade em Roma, e sendo enviada à Pola, (atual Croácia) deu grande vitalidade e impulso à nascente congregação, sendo considerada pela Igreja co-fundadora.

Rosa Rosato foi eleita superiora geral, em 1911, sendo esse o primeiro Capítulo Geral da congregação. Realizou o seu encargo com coragem e fortaleza, sempre sustentada pela oração e pela confiança em Deus. Nos períodos difíceis, mas também nos bons momentos, guiou o Instituto com a sabedoria adquirida do Tabernáculo e sem poupar forças.Os superiores eclesiásticos, reconheceram nela a retidão e boa vontade, mesmo não possuindo grandes estudos. O Vigário Geral da cidade de Pola, em uma carta, comunicava ao Vicariato de Roma  que “Ir. Rosa é notável por ser piedosa, honesta e prudente”.

Não conhecemos muito sua vida no período posterior, sabemos que continuou a assistir os enfermos em domicílio e a ensinar o catecismo às crianças e aos adolescentes nas paróquias vizinhas. As irmãs a consideraram sempre como “madre”, mesmo depois de vencido seu mandato. Mas ela continuava a viver no seu anonimato, dedicando-se sem parar às várias obras de caridade e na realização do seu ideal apostólico.  

A sua imagem lembra os grandes contemplativos: sempre presente à adoração eucarística com o terço na mão e com o olhar no Crucifixo, do qual contemplava a Paixão, associando-se aos sentimentos de Maria, que venerava sob o título de Nossa Senhora das Dores.

Madre Rosa D'Ovidio
  (co-fundadora) 
Ela representa, portanto, o componente contemplativo do Instituto, juntamente com a co-fundadora, Madre Rosa D’Ovidio, que, por sua incansável dedicação nas obras de apostolado, representa o aspecto ativo.

Rosa Rosato estava sempre pronta a ajudar as irmãs nas diversas incumbências e as sustentava na realização das tarefas quotidianas. Além disso, para o exemplo de todas, a boa Madre anciã, quando não estava na capela, voluntariamente ajudava as Irmãs jovens na lavanderia, e, segundo o uso da época e as necessidades da comunidade,  aceitava de velar algum defunto  o dia todo.

Nos últimos anos, sentindo-se enfraquecida, aplicou o tempo à oração e à confecção de terços para o hábito e para distribuir às pessoas. A sua morte foi de edificação à todas. Recebendo o Santo Viático, renovou a Santa Profissão religiosa, pediu perdão a todas as co-irmãs e ofereceu com coração generoso os seu perdão a todas.

A nossa Madre, que amava muito Nossa Senhora e as flores, morreu no belo mês de maio, dedicado à Maria Santíssima, no dia 14 de maio de 1940, com a idade de 83 anos, dos quais 55 na vida religiosa.

Destacam-se na Madre Rosa Rosato, além de suas virtudes, o conjunto das circunstâncias fundacionais: evidente testemunho de vida, capacidade formativa exemplar, profunda espiritualidade e constante empenho nas obras específicas do Instituto.

Nasceu em Lanciano (CH) – 27 de julho de 1857
Faleceu em Roma, Via dei Pettinari – 14 de maio 1940

Fonte: cf. SCARVAGLIERI Giuseppe, Suore Missionarie de Sacri Cuori di Gesú e Maria. Genesi e sviluppo. Ed. San Paolo, Cinisello Balsamo, 2010. 


quinta-feira, 3 de maio de 2012

O Coração de Maria


Maria, nossa Mãe e modelo...

O mês de maio é especial porque é dedicado à Nossa Senhora. Nós, Irmãs Missionárias dos Sagrados Corações a honramos de maneira particular, porque o Coração Imaculado de Maria é nosso modelo no seguimento de Jesus, a serviço dos irmãos. As Linhas Fundamentais do nosso Carisma assim apresentam Maria:

“A  Missionária dos Sagrados corações, olhando o exemplo de Maria...
Assimila as características do seu Coração: sábio, dócil, novo, manso, simples, puro, forte, vigilante...
Maria se apresenta como Aquela que vive plenamente a sua consagração total a Deus, modelo de toda pessoa consagrada; as missionárias dos Sagrados Corações encontram sempre em Maria a força, o entusiasmo, a medida para acolher a salvação e para testemunhar a própria pertença a Deus.

O Coração de Maria...
  • Na Anunciação é exemplo da nossa resposta a Deus.
  • Na Visitação é exemplo para o nosso compromisso da caridade.
  • No cântico do Magnificat é o protótipo da nossa oração e louvor a Deus.
  • No Calvário é a inspiradora da nossa oblação.
  • No Cenáculo é o tipo e estímulo para o nosso compromisso eclecial.


No Coração da Mãe, atenta e desejosa de realizar a vontade de Deus, nós missionárias dos Sagrados Corações, aprendemos a ser totalmente do Senhor e tornarmo-nos apóstolas do amor.

Seguindo o exemplo de Maria, somos convidadas a viver como distintivo da própria espiritualidade a exigência da fé, a perspectiva da esperança, a doação na caridade, o compromisso em todas as virtudes cristãs e religiosas que se fundamentam  no sacrifício, expressão do grande amor que deve caracterizar a nossa vida. 

Fonte: cf. Linhas Fundamentais do nosso Carisma, pág. 30-32.